O tradicional Magusto da Velha, em Aldeia Viçosa, volta novamente a ser adaptado à pandemia

Este ano, como manda a tradição, no dia a seguir ao Natal, já não vão ser atiradas as castanhas da torre da igreja, em Aldeia Viçosa, no concelho da Guarda, tudo devido à pandemia, mas vai realizar-se de uma forma ligeiramente diferente: "Se o povo não pode ir à 'Velha', a 'Velha' irá ao povo".


O Magusto da Velha é uma festa que traz sempre imensas pessoas, com as crianças aos magotes na recolha de castanhas e rebuçados, são os homens encavalados nas tradicionais cavaladas, são os amigos que se aglomeram para brindar com o vinho da Quinta do Ministro ou em volta das deliciosas torradas embebidas no melhor azeite do mundo, são as famílias em comunhão à volta do madeiro, e por isso mesmo devido aos aglomeramentos e devido ao agravamento da pandemia de forma ligeiramente d iferente, até porque, o Testamento tem que ser cumprido anualmente, como tem acontecido desde, pelo menos, o século XVII.


Assim, à semelhança do que foi feito no ano anterior, a Junta de Freguesia de Aldeia Viçosa vai organizar um pequeno cortejo, com animação musical, para levar castanhas e vinho a todos os lares. Caberá a cada casa rezar o "Padre-Nosso" pela alma da Velha, em reconhecimento do gesto solidário que a mesma teve com os nossos antepassados de Porco (antiga designação da aldeia), na Idade Média.