Pinhel acolhe grupo de 30 refugiados da Ucrânia que chega hoje a Portugal



O município de Pinhel informou que se prepara “para receber um primeiro grupo de 30 refugiados” ucranianos que chega hoje a Portugal e que “vai ser encaminhado” para aquele concelho do distrito da Guarda.


“Face a esta situação, o município de Pinhel, em coordenação com a rede de parceiros, está a proceder ao levantamento de necessidades mais imediatas, nomeadamente para recolha de bens de primeira necessidade ou outros essenciais ao alojamento das famílias”, adiantou a autarquia em comunicado enviado à agência Lusa.


Segundo a nota, “consciente de outras necessidades que vão para lá de bens materiais”, o município presidido por Rui Ventura “também está a abrir inscrições para uma bolsa de voluntariado que visa garantir a prestação de apoios diversos”.


“Além disso, apela a toda a comunidade que se una nesta causa e que dê o melhor de si para receber e integrar estes 30 refugiados (e outros que venham a seguir), para ajudar a minorar o seu sofrimento e para lhes fazer sentir que, face às circunstâncias, Pinhel pode ser a sua nova casa”.


O município de Pinhel, “consciente do agravar da situação na Ucrânia e do aumento exponencial do número de pessoas que se veem obrigadas a sair do país, deixando tudo para trás”, deu início “a um trabalho de rede que visa criar as condições necessárias para acolher” aqueles que queiram vir para o concelho através do “Pinhel Acolhe – Programa de Apoio a Refugiados Ucranianos”.


A autarquia sublinhou que tem a decorrer uma campanha de recolha de alimentos e de outros bens essenciais, sendo que todos os interessados poderão fazer o seu donativo em quatro estabelecimentos comerciais do concelho (Intermarché, Minipreço, O Popular, Amanhecer e Jardins de Côa – localidade de Malta).


O município também aceita inscrições na bolsa de voluntariado (https://forms.gle/VH2e37Lv1Q4jDK2B8) em áreas e tarefas relacionadas com receção/triagem/distribuição de bens (alimentos, roupas, e outros), apoio social e psicológico (ouvir, fazer companhia, ser solidário), mediação de diálogo/conversação (implica conhecimento de línguas, nomeadamente ucraniano, inglês ou outra que venha a ser identificada), entre outras que possam surgir.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 406 mortos e mais de 800 feridos entre a população civil e provocou a fuga de mais de dois milhões de pessoas para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.


Fonte: Lusa